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Aline Lessa, estreia solo da ex-vocalista da Tipo Uísque

por Bossuet Alvim

O custo da produção é fator relevante quando o produto é oferecido de graça mas, para quem estreia com canções sem preço, o risco é “a serventia da casa”, nas palavras de Brack. “Ser artista é equilibrar-se em um arame sobre o abismo. Diante disso, decidi não pautar as minhas escolhas levando em consideração estes critérios (financeiros). Foquei nas causas, e não nas consequências”, aponta a cantora.

Zaika dos Santos pondera que “o risco de perda financeira acontece quando a divulgação não atinge efetivamente o público alvo da proposta, ou quando o próprio artista não credita forças ao trabalho”. Mas admite: “O processo é bastante trabalhoso”.

Longe das gravadoras, o ambiente mais colaborativo e menos hierárquico também influencia nos valores financeiros aplicados em um disco independente. “É um trabalho coletivo. Todo mundo que esteve envolvido na produção se engajou e topou fazer nas condições que eu podia oferecer”, exemplifica Duda Brack. Aline Lessa também contou com parcerias artísticas para reduzir custos. “Produzi tudo com o Elisio Freitas, no estúdio dele”, ela conta, referindo-se ao guitarrista e parceiro, que também assinou a produção de Porquê da voz, álbum de César Lacerda.

O download gratuito já é popular a ponto de ser usado como estratégia da indústria tradicional, na oferta ocasional de algumas faixas como regalo aos clientes fiéis. Os serviços de streaming — a transmissão on-line de músicas — também entram na conta da mudança nas formas de consumir canções. O modelo ainda é instável, uma vez que se encontra em processo de transição.

 

E, para a classe artística, sobram tantas incertezas quanto para quem recebe as faixas na outra ponta da conexão. “Entrar no site do artista e poder baixar, sem dificuldade… esse acesso imediato à arte é uma coisa muito positiva. Mas há o lado importantíssimo do artista precisar lucrar. Até tentaram streaming e parece que não deu tão certo, tem artistas ganhando menos do que deviam. É preciso uma renovação pra que o download gratuito seja uma forma principal de divulgação, mas que o artista ainda consiga ganhar de alguma forma”, pondera Aline Lessa.

Para ler a matéria na íntegra clique aqui

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